Reis de África em exposição no Museu Histórico

O Museu Histórico Nacional apresenta, de 28 de agosto a 15 de novembro, a exposição “Espírito da África – Os Reis Africanos”, numa promoção do Museu Afro Brasil.

Com a curadoria de Emanoel Araújo, diretor-curador do Museu Afro Brasil, a exposição reúne 58 fotografias a cores e em p&B do austríaco Alfred Weidinger, que retratou de reis e chefes contemporâneos de diversas partes do continente africano, além de oito obras de arte africanas que dialogam com as próprias fotos.

Entre as obras de arte, destacam-se a máscara de ritual de Camarões, feita de miçangas e búzios; coroas de reis da Nigéria, bordadas em miçangas; a roupa do Rei Ooni de Ifé (1930-1955), bordada em veludo com o retrato do Rei; recades em madeira e bronze; um pequeno trono do povo Fon em bronze, madeira e couro e um aplique com bordados de diferentes reinos do Benim, entre 1620 e 1900.

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Segundo o curador, as fotos expostas têm um grande significado para a história e a memória ancestrais africana, uma vez em que os líderes tribais registrados pela câmera de Weidinger não tem mais poder político, sendo, no entanto, em sua essência, conselheiros de suas comunidades, lembrando a memória de uma África perversamente desfeita pelas novas divisões territoriais, que uniram diferentes etnias no período colonial.

“São muitos os reinos descobertos nesta expansão dos portugueses pelas ilhas atlânticas e Continente Africano. Com uma organização política, social e religiosa, esses soberanos negociaram e trocaram correspondências com os reis portugueses e até se batizaram para receber, não só a bênção cristã, mas a proteção de suas majestades”, conta o curador.

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O fotógrafo

Alfred Weidinger é um fotógrafo austríaco especializado na África, com foco em pessoas. Em 2012 retratou os remanescentes das monarquias dos maiores reinados africanos. Essa busca resultou em um conjunto de belos retratos da nobreza africana do século XXI, intitulado “Last Kings of Africa”, “Os Últimos Reis da África”.

A composição das fotos é inspirada nas fotografias dos Reis, Chefes e Anciões africanos tiradas entre o final do século XIX e o início do século XX. Aquelas fotografias ficaram famosas em todo o mundo através de cartões postais e marcavam a curiosidade sobre a África ao mesmo tempo em que evidenciavam o início do domínio colonial europeu naquele continente, carregando o peso da subjugação da África aos poderes estrangeiros.

Hoje, as fotos de Weidinger destes monarcas funcionam, sobretudo, como registro de um passado que sobrevive sem o poder político, mas com a força da tradição.

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Museu Histórico Nacional
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Agendamento para visita guiada de grupos escolares: 21-32990360/61 ou 52 ou do email mhn.educacao@museus.gov.br

Aberto ao público de 3º a 6º feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 14h às 18h.

Não abre ao público nas segundas feiras, mesmo que seja feriado.

Ingresso para exposições do Museu Histórico Nacional:
R$ 8,00 (oito reais)
Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum; funcionários do IBRAM e do IPHAN; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos pagam a metade do valor. Ingresso Família (dois adultos e dois estudantes) R$ 20,00

Aos domingos, a entrada é franca. Entrada franca para portadores do Passaporte dos Museus Cariocas de terça a domingo.